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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

entreMITOS 2010


Ontem já vos falámos um bocadinho do que é o entreMITOS, mas dissemo-vos que hoje vos vínhamos falar um bocadinho mais a sério e dar-lhe o merecido destaque. Quer pela iniciativa, quer pelo objectivo: merecem todo o destaque!

De 2 em 2 anos organiza-se em Oeiras a Mostra Internacional de Teatro de Oeiras - MITO, o primeiro ano foi em 2009 e o ano de 2011 será o segundo. E esta mostra traz Teatro a vários locais de Oeiras proveniente de vários países, de várias vivências transpostas para a cena por grupos que vivem o Teatro como ele merece ser vivido: com paixão. Mas do MITO falamos para o ano se por ainda cá andarmos. Hoje temos de falar-vos do entreMITOS, que como o nome indica acontece entre as Mostras Internacionais de Teatro de Oeiras, sendo por isso obrigatório falar do MITO para vos falarmos do entreMITOS.

O entreMITOS promete assim, trazer até Oeiras uma programação cultural cuidada, assertiva e apetecível a todos os amantes do Teatro e ao público em geral. Se não vejamos: todas as peças são estreias absolutas; vêm grupos de Teatro do Brasil; existem duas Bolsas Criativas, em que deram oportunidade financeira e logística a profissionais da área do Teatro para criarem algo próprio e que carregue a marca MITO depois da mostra, que se apresentem em Teatros nacionais e até internacionais - e pela Bolsa que vimos ontem em cena, têm bastante que mostrar! E para se ter uma ideia mais ou menos clara, uma das Bolsas leva à cena um actor português, uma actriz brasileira e um actor moçambicano, e a outra Bolsa leva à cena Lourdes Norberto, com uma participação de Vítor de Sousa e Joana Capucho - só por isto as duas Bolsas são apostas ganhas, concordam? Mas o entreMITOS tem mais: tem dj em quatro noites, música ao vivo com Kumpania Algazarra e com Roda de Choro de Lisboa entre outros, tem happenings, tem workshops, tem conversas, documentários, ensaios abertos e tem o espaço da Fudição de Oeiras vestida a rigor para receber estes espectáculos que já deram ao entreMITOS um garante de sucesso, ou não estivessem todas as peças esgotadas ou em vias de esgotar.

O Culturesco foi ontem e gostou muito! Queria ir amanhã às duas apresentações (das peças «Pequenos Burgueses» e «Terra do Nunca») mas já tinham esgotado, passa por lá sexta com bilhetes reservados apenas para a peça «Pequenos Burgueses», porque a peça «Olhos nos Olhos» (a tal com a Lourdes Norberto) já está esgotada há algum tempo - mas a esperança é a última a morrer!

O entreMITOS, que este ano apela a uma aproximação cultural, conquistou-nos e nós esperamos ter-vos conquistado a pegar no telefone e a fazerem a vossa reserva o quanto antes! Passem pelo site do entreMITOS e descubram este mundo fantástico! Ah, todas as actividades são gratuitas, todas as peças custam 0 euros e isso é que é bom, e ainda melhor sinal o facto de estarem esgotadas: quer dizer que o público aderiu e está a ver a Arte que lhe estão a oferecer!

«Tudo Que Existe Entre Nós» - 7 de Setembro de 2010

Podem dizer que o título dito e escrito correctamente seria «Tudo O Que Existe Entre Nós», mas não é o caso. Este trabalho teatral está incluído na programação do entreMITOS - chamemos-lhe um Festival de Teatro... Para os entendidos é uma Mosta, porque se mostra mais do que uma vez determinado trabalho, mas para se explicar melhor podemos chamar-lhe apenas Festival - não se devem importar. Mas sobre o entreMITOS falamo-vos amanhã. Hoje é para falarmos sobre a peça que fomos hoje ver à Fundição de Oeiras.

A peça conta com um actor português, uma actriz brasileira e um actor moçambicano, e cruza a história e trajectória deles com as diferenças culturais que carregam na pele, no olhar e na forma de se expressar. Vivem de forma diferente, e isso demonstram-no desde logo, mas passam logo a mostrar o que os une. E o que os une é o amor - tema apresentado como ele próprio é vivido: com toques, com trocas, com cumplicidades, e claro, com alegrias e tristezas. E falam de paixão no seu mais simples sentido. E é assim que se passa um bom bocado, com música de Maria Rita ou de Paulo de Carvalho, que cantam como só eles sabem o amor.

E nós atrevemo-nos a dizer, que mais do que "o amor" das pessoas, o amor daqueles três actores é pelo Teatro!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Festa do Avante! 2010 - apostas Culturesco


É já amanhã que começa a Festa do Avante! A Festa do Avante é uma festa organizada por um partido político Português – O PCP (Partido Comunista Português).

Como tal, a Festa do Avante não é um festival como se diz por aí. A Festa do Avante, é uma FESTA no verdadeiro sentido da palavra que dura três dias! Dia 3, 4 e 5 de Setembro, se se dirigirem à Quinta da Atalaia (no Seixal) poderão:

1 - COMER BEM. A Festa do Avante, tem espalhada pelo recinto, "casas" que representam o Partido Comunista Português quer em Portugal, quer pelo mundo. Poderão então deliciar-se com belos chouriços, queijinhos, entremeadas, caldeiradas, leitões, feijoadas, borregos, assados disto e daquilo, comida Colombiana e Cubana (entre outras), o fantástico Bolo do Caco típico da Madeira (que me faz estar largos minutos na fila, mas que compensa bastante), e muitas outras delícias à vossa disposição. A oferta gastronómica desta Festa, é sem dúvida, imensa e sempre, sempre cheia de qualidade.

2 - OUVIR BOA MÚSICA. A Festa do Avante, conta com um palco principal (Palco 25 de Abril), por onde vão passar Pedro Abrunhosa e Comité Caviar, Bernardo Sasseti Trio, Deolinda, Diabo na Cruz, Expensive Soul, Os Dias de Raiva, Peste e Sida e Tim e Companheiros de Aventura, entre os principais.

Depois temos o Auditório 1º de Maio, dedicado na sua maioria a música Jazz Portuguesa e não só.

A casa de Setúbal, a casa de Santarém, e o palco Novos Valores, contam com música alternativa, duelos de hip-hop, música típica Portuguesa, surpresas, e coisas de que vocês não estão de todo, à espera.

Existem sempre diversos concertos em simultâneo. Os nomes por vezes não são conhecidos, nem vos chamam à atenção, mas se ficarem um bocadinho, garanto-vos, que em nenhum deles se vão arrepender.

3 - ABRIR HORIZONTES, DISCUTIR IDEIAS POLÍTICAS, OUVIR OPINIÕES. A Festa do Avante é uma festa de um partido político. Como tal, a política está presente. São muitos os debates, a propaganda, os cartazes, as manifestações e as discussões, mas se quiseres passar ao lado deste aspecto, tens total liberdade para o fazer!

No domingo, por volta das 18 horas, Jerónimo de Sousa – o líder do Partido Comunista Português há já alguns anos – sobe ao palco 25 de Abril para o comício.

4 - ACAMPAR. Pois claro que nesta Festa, não falta o espírito do campista. Podem acampar no parque de campismo perto do recinto, que esgota cedo, ou nas imediações da Festa. Arranjam sempre um buraquinho.

5 - UMA FESTA BARATA. A EP (Entrada Permanente) custa 19,90€ e dá entrada para os três dias – não tem é o campismo incluído.

O que me leva já desde 2006 à Festa do Avante, é o espírito que ali se cria. Deixam de ser pessoas, e passam a ser camaradas. Camaradas e amigos. Na Festa do Avante, todos são amigos. A Carvalhesa este ano, faz 25 anos. É uma música que toca na Festa várias vezes por dia, e que me arrepia sempre que falo nela, ou a ouço. É uma música, que te permite dançar da forma mais disparatada que te apetecer. Saltas ao som da música, abraças camaradas, gritas, corres, fazes o que tu quiseres, durante uns 5 minutos, ao som de uma música que passa várias vezes ao longo dos dias. O que mais me marca, nesta Festa, é toda a gente estar dispersa, e mal se ouvem os primeiros acordes, toda a gente pára e deixa o que estava a fazer, para descer a correr para o palco principal, e se juntar à multidão que já ali dança. Para muitos o aspecto político é o menos importante.

Apareçam, garanto-vos que vão querer voltar.


Texto de: Catarina Brandão

(correspondente Culturesco na Festa do Avante! 2010)



Nota: Este texto é da exclusiva responsabilidade da sua autora. Não representa, e não tem o objectivo de representar qualquer cor política do Projecto Culturesco, que mais não faz do que reconhecer nesta Festa uma mostra cultural e de reconhecimento do valor artístico de Portugal. Julgamos que mais do que uma Festa Comunista é uma Festa, uma Festa Portuguesa com Cultura e Arte de Portugal – e por isso, e só por isso, já merece o reconhecimento do Projecto Culturesco. A Catarina Brandão vai marcar presença e quando regressar conta-nos como tudo correu.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Bons Sons - crítica Culturesco

Tarda (muito) mas não falha. É este o momento em que vais saber a nossa opinião sobre o nosso último festival deste ano. É verdade… as aulas estão quase a começar, o trabalho também, e isso normalmente vem associado ao fim do verão, e naturalmente que os festivais se acabam. Assim sendo, aqui pelo Culturesco optámos que a melhor maneira de terminar a nossa vida festivaleiro-campista era num evento totalmente desconhecido para nós e que se apresentasse uma verdadeira alternativa a tudo o que vivemos até então.

Qualquer ideia que possam ter de um festival esqueçam-na. O Bons Sons foi mais do que um simples festival. Foi a vivência de música desconhecida mas de grande valor, foi a descoberta de uma aldeia e das suas gentes, foi o aprender que com pouco se pode fazer muito, e foi, acima de tudo, saber que as ideias nunca se esgotam. Se não vejamos, quem se lembraria de fechar uma aldeia, dar aos seus residentes uma pulseira de livre acesso, e durante um fim-de-semana viverem música, juventude, família, espírito livre e alma campista? Foi isso que encontrámos no Bons Sons’10. A aldeia escolhida dá pelo nome de Cem Soldos e fica muito perto de Tomar.

Em termos de música o que nos foi apresentado foi uma mão cheia de talento nacional. Dead Combo apresentaram o seu instrumental mais noctívago, e já os Melech Mechaya a festa da música com um palco imparável e com músicos exímios na arte de entreter. Depois tivemos direito a Terrakota e Dazkarieh, com músicas conhecidas do público, com anos de estrada, com álbuns editados e com uma energia fantástica, inundaram o largo Lopes-Graça (o principal largo da aldeia que acolhia o principal palco do festival) de boas-vibrações! Depois tivemos os Diabo na Cruz e os Diabo a Sete – duas bandas com a inspiração maléfica mas com muito boa música: dois grandes concertos, dois grandes momentos de verdadeiro valor artístico nacional – uns vêm de Coimbra (Diabo a Sete), os outros de Lisboa (Diabo na Cruz), uns têm história de alguns anos (Diabo a Sete), e os outros existem desde 2008 e são, para muitos (os ditos ‘entendidos na matéria’) a revelação da música nacional de 2010 (Diabo na Cruz) – apesar das diferenças, ambos nos deram grandes momentos, e deram ao Bons Sons’10 mais razões para se orgulhar! Passaram pela Igreja da aldeia Lula Pena e Norberto Lobo em dois concertos lotados ao que sabemos (porque fomos descobrir os arredores e não conseguimos chegar a tempo). B Fachada também subiu ao palco a solo (mais tarde subiu ao mesmo palco mas com os Diabo na Cruz), e conseguiu mais audiência na sua segunda prestação do que na primeira. Houve ainda tempo para dois espectáculos de Música para Crianças (estava apenas previsto um, mas a organização rapidamente encontrou outro horário para todos aqueles que não conseguiram assistir à primeira edição, porque lotou a sala num abrir e fechar de olhos); houve uma apresentação de dança com o espectáculo Madmud (também um sucesso!); houve duas sessões de curtas-metragens; houve uma tarde de domingo repleta de música tradicional com os Drama & Beiço (banda de Tomar que 40 minutos depois da hora prevista ainda não tinham subido ao palco – o que nos levou a desistir de os ver), com os Cantares Alentejanos de Serpa (os mesmo que passaram pela Zambujeira do Mar na bem-sucedida iniciativa Singalong Alentejano), e as Adufeiras de Monsanto; houve tempo para a passagem do documentário: «Significado: a música portuguesa se gostasse dela própria» (que passou em estreia no IndieLisboa deste ano); e houve tempo para nas três noites um dj animar os mais resistentes pela noite dentro (grande falha, ou grande ‘coisa-sem-sentido-nenhum’ que aconteceu com a dj Boopsie Cola, não?). Mas enfim, houve ainda tempo para encerrar com Fausto, o cantor da intervenção portuguesa que conta já com mais de trinta anos de carreira e que há algum tempo apresentou o espectáculo «Três Cantos» com Sérgio Godinho e José Mário Branco no Campo Pequeno.

Uma das particularidades deste Festival, e que em muito contribui para o seu verdadeiro sucesso, é o de em todas as edições existir um país da lusofonia convidado. E se na edição anterior esse país foi o Brasil, este ano o eleito foi Cabo Verde e de lá até Cem Soldos voou um Princezito que encantou e marcou a primeira noite de Bons Sons – a melhor maneira de começar!

Entretanto existiu uma ou outra falha de segurança, existiu um campismo com pouca sombra, mas o que fica é uma vivência única que em 2012 contamos repetir (porque só se realiza de 2 em 2 anos). Ainda carente de confirmação, ouvimos dizer que foram vendidos muitos acessos ao festival e que esse número superou todas as expectativas. Tirámos algumas fotografias que brevemente estarão disponíveis na nossa página do Facebook – adiciona-nos! E depois de tudo isto queremos deixar duas ideias: 1 – como é que um festival de aldeia, com um bilhete diário de 6 euros e apenas com música portuguesa (excepção feito ao Princezito) consegue melhor ambiente, melhores resultados do que os ditos ‘grandes festivais’?, e por último uma sugestão simples e que ao que parece seria eficaz: aldeias de Portugal, vejam o exemplo de Cem Soldos e façam nascer iniciativas como o Bons Sons – de certeza que não se iriam arrepender! Lembrar que tudo isto foi organizado por um grupo que quer privilegiar a sua aldeia em termos desportivos e culturais no formato de uma associação sem fins lucrativos: ainda há bons exemplos em Portugal – pena que poucos os copiem… Mas aqui pelo Culturesco ficámos fãs!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Bons Sons - Tomar (Cem Soldos) - 20, 21 e 22 de Agosto


- O que é o «Bons Sons»?

- O «Bons Sons» é um Festival de Verão.

- Mas como os outros todos?

- Não! Este é diferente! Os grupos que actuam são todos portugueses, excepção feita àqueles que vêm do país convidado - que nesta edição é Cabo Verde. Há sessões de curtas metragens, há grupos recentes, há consagrações da música portuguesa, há dança, há feira de marroquinarias, há cantares alentejanos, há dj pela noite dentro, há campismo, há bilhetes diários a €6, e passes de três dias a €10, há ainda música para crianças domingo de manhã, e há uma aldeia que de certeza nos vai receber muito bem!

Vamos ver Terrakota, Diabo na Cruz, Melech Mechaya, Dead Combo e B Fachada. Mas há muito mais que não conhecemos e vamos descobrir. Há uma aldeia que vamos viver!


Passa pelo site e descobre este mundo que estamos prestes a descobrir! Claro que lá para segunda ou terça vos contamos tudo! Entretanto se também estão desejosos por viver esta experiência venham ter connosco a Tomar!

«As Muralhas de Elsinore» - Teatro Municipal Mirita Casimiro (19/08/2010)

As 'muralhas' são todo o cenário existente. Mas não são umas 'muralhas' quaisquer. São «As Muralhas de Elsinore». Ou seja, são as muralhas das perguntas difíceis, com resposta difícil de dar e de ouvir; são as muralhas que escondem as pessoas invisíveis e os fantasmas que todos acabamos por criar; são, afinal, as muralhas que vemos todos os dias.
Mas estas muralhas são diferentes. São as muralhas que nos são trazidas pelo grupo "Diz Teresa Cinzenta" - um nome giro, que tem ideias ainda mais giras, ou não fossem eles (o grupo todo)autores da peça, da música, dos fatos, da encenação e do mui-habilidoso cenário. É verdade, é um novo grupo de teatro que, a continuar com o que vimos hoje, se juntam ao grupo que vai dar um futuro feliz, trabalhoso e garante de qualidade ao Teatro Português, mas isso é só o que nós pensamos.

Adiante... Sim, hoje fomos ver «As Muralhas de Elsinore» e vimos como os guardas Francisco e Bernardo (ou Bernardo e Francisco) viveram toda a história da mais famosa personagem de Shakespeare: Hamlet. Já todos ouvimos falar de Hamlet, mas de Bernardo e Francisco nem tanto. Mas é pena, porque são eles que nos trazem Ophelia, Rute - a Rameira, e muitas mais personagens que levadas à cena por Sara Prata, Rodrigo Saraiva, Romeu Vala, Alexandre Carvalho e Hugo Barreiros, e ainda com o fio condutor desta história - na voz e presença marcante de Vera Feu, nos mostram o quão difícil pode ser viver sem saber o que se é, ou viver sem saber o que é a poeira, ou mesmo viver sem saber o que é a vida e o que é a morte.

Um espectáculo forte, de hora e meia, com performances muito habilidosas, que formam um momento marcante, ou pelo menos um momento com marca. O Culturesco gostou muito e aconselha vivamente (é mesmo para irem, sim?). Está em cena no Teatro Municipal Mirita Casimiro (Monte Estoril) até dia 29 de Agosto, de quinta a domingo, sempre às 22.00. O bilhete é só 8.50€. Aproveitem!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Super Bock Surf Fest - crítica Culturesco

A este festival também havia quem tivesse ido, e quem nunca tivesse tido tal experiência. Houve quem do Sudoeste regressasse a casa por três ou quatro dias e também houve quem fosse directamente de terras alentejanas para terras algarvias. A experiência não foi muito boa. Mudámos de um clima quente, com pouco vento, noites agradáveis e praia resguardada para uma zona ventosa a toda a hora, com noites agradáveis só se com roupa diferente daquela que se costuma levar para festivais de verão.

Mas neste festival há críticas sérias a fazer, críticas que merecem uma reflexão por parte da organização.

1.º - Não há campismo disponível? Como é que se vendem bilhetes com acesso a campismo e depois, o parque de campismo tem uma lotação esgotada a dois dias do festival arrancar? Algo digno de uma (ou mais) reclamação à organização, e que merece uma solução para o ano que vem.

2.º - Novamente a questão das entradas para o recinto. Neste festival, só se descobria onde era a entrada pelo elevado ajuntamento que se fazia. Depois, a habitual e infeliz confusão de entrada. Bebidas - fora! Mas revista policial para segurança dos participantes no evento - não! Algo a ter, seriamente, em consideração.

3.º - E por último, mas não por isso menos importante, a muito notada falta de casas-de-banho no recinto, há-de haver uma qualquer regra da organização de eventos que diga que para o número de espectadores daquele festival aquele número de casas de banho era bastante reduzido, não?


Mas passemos a assuntos menos sérios, mas que nos interessam mais, por serem mais felizes. Concertos, artistas, ambiente e... festival em si.

O Sagres (como no início se chamava) foi em tempos um festival pequeno. E este ano também foi, principalmente se pensarmos que o seu único palco era de dimensões inferiores às do palco secundário do Sudoeste TMN ou do Super Bock Super Rock. Mas este ano, o evento esgotou, a enchente foi grande, muito por conta de três grandes nomes da onda reggae: Alborosie, Anthony B e Patrice. Foram deles os melhores momentos deste festival. SOJA conseguiram grande audiência mas o sentimento de satisfação não era generalizado. Vanessa da Matta cumpriu com o esperado e confessou que aquele público não era o seu público, mas que mesmo assim estava a gostar da noite. Freddy Locks pecou por tocar demasiados temas do seu mais recente trabalho, mas mesmo assim, os que já povoavam o recinto no início da noite pareciam gostar. Seguiram-se os Mercado Negro, que com a energia e sentido de humor da voz principal desta banda, invadiram Sagres de «boas vibrações»! Ficámos sem perceber a presença de Mikkel Solnado neste festival e de David Fonseca, que mesmo assim conseguiu boa audiência e grandes momentos de cumplicidade com aquele público. Gostámos da prestação de David Fonseca, mas achávamos que faria mais sentido num Super Bock... Super Rock, não? E se tivesse trocado com John Butler Trio (que tocou no dito SBSR), então... faria muito mais sentido! Podemos, para finalizar referir que a Tenda dita Electrónica (igual à do Sumol Summer Fest) de electrónica tinha pouco mas de circo, tinha muito. O que deu à organização e empresa de montagem de palcos para pegar numa tenda de circo e transformá-la numa pista de dança? Principalmente numa localidade tão ventosa... Enfim, podiam debruçar-se sobre estes assuntos para a próxima edição. O Culturesco está aqui apenas para ajudar!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sudoeste TMN - crítica Culturesco

Olá! Regressámos há poucos dias, e já aqui estamos para vos contar tudo! Vamos lembrar o Sudoeste TMN 2010? Vamos!...

Ora, comecemos por lembrar que a única fonte de informação credível que nos manteve ligados ao mundo civilizado, durante a estadia por terras da Zamujeira do Mar foi o diário «Público» e uma «Bola» ou outra, e no «Público», que ia fazendo crítica ao Sudoeste, as coisas não eram muito abonatórias. Dizia-se que o público não era exigente, que os concertos isto e que a organização aquilo, mas nós, o que achámos é que cabia ao «Público» informar os seus leitores de que aconteceu assim, a pessoa 'x' disse tal e pouco de crítica ou opinião se exigia, mas atenção: concordamos que crítica, opinião, crónica e algo do género deve ter lugar num jornal, só não achamos que um evento que consiga reunir 41 mil pessoas na sua melhor noite mereça apenas uma crítica musical e não um artigo informativo, que poderia bem ser completado com a tal crítica, não concordam? Nós achamos que temos razão, e também o quinzenal e mais universitário jornal de Portugal, esse «MU» (de Mundo Universitário, precisamente), decidiu, antes do Festival começar, tecer os melhores dos piores elogios que se podiam enumerar, chamou a Jamiroquai isto, a Mika aquilo e que o pouco que se safava eram duas ou três bandas. O autor é o Shampo Decapante, que parece que percebe de música, mas novamente aquilo que achamos ser a função de um jornal é informar, e a crítica era uma constante a cada linha das duas páginas dedicadas ao SW TMN daquele jornal, mas adiante, que da linha editorial de jornais não é bom falar!

Aqui pelo Culturesco a premissa é criticar, mas sempre com justificação, ou quase sempre. Somos livres, não temos contas a prestar a ninguém, temos poucos leitores, queremos ter mais, mas não é isso que nos impede de dizer o que pensamos!

E vamos ao que realmente interessa. Os concertos, o ambiente, a organização, o festival!...


Quarta-feira: recepção ao campista com os 2ManyDj's - um espectáculo semelhante ao apresentado no Rock in Rio 2010, mas que fez as delícias dos campistas, Culturesco incluído! O espectáculo que apresentam é mais do que um set de dj, é uma montagem cirúrgica entre imagem e música, com o que de melhor se vai fazendo!


Quinta-feira: o primeiro dia de animações, de 3 palcos em simultâneo, de muita gente e de muita música! Os cabeças de cartaz eram M.I.A., The Flaming Lips e Groove Armada. Destacamos a entrada dos The Flaming Lips com o vocalista numa bola a percorrer o público, depois rumámos até ao Palco Sapo Positive Vibes onde Tarrus Riley fazia as delícias dos amantes da música reggae. Mas antes, e neste mesmo palco Richie Campbel mostrou que há boa música reggae portuguesa. Ele é português, tem vinte e poucos anos e conseguiu dar um dos melhores concertos daquele palco, não o podia ter inaugurado de melhor forma! M.I.A. teve alguns problemas técnicos e as duas ou três músicas que vimos foram repletas de incentivos ao público que parecia corresponder bem aos seus apelos.


Sexta-feira: a língua portuguesa a fazer-se notar com todos os festivaleiros já presentes no recinto a assistirem ao concerto de Expensive Soul. Eles não queriam sair do palco, o público também não se importava que não saíssem. Desfilaram os sucessos dos álbuns anteriores e as melhores músicas do novo álbum. Um fim-de-tarde para não esquecer! Era difícil que com elementos dos Nu Soul Family a tocar nos Expensive Soul 10 minutos chegassem para que a cara-metade de Virgul neste projecto conseguisse estar em cima do Palco Planeta Sudoeste, (que também se chamava Jogos Santa Casa e Grovebox), não? Pois, uma falha da organização que resultou numas mudanças de horários, de actuações, enfim. E enquanto deviam tocar os Nu Soul Family, tocou Ladi6 que se confessou assustada, por não ter ninguém a assistir ao seu concerto de início, pois que ainda estava tudo rendido aos Expensive (parece que Human Chalice tocaram três músicas para quatro pessoas e saíram do palco até terem mais público, este atraso revelou, ao final da noite, uma hora de atraso na entrada de Jah Cure)! Mas rapidamente se reuniu uma audiência que dançou e gostou de Ladi6! Ainda neste dia, Jamiroquai deu, na nossa modesta opinião, um competente concerto. Se podia dar mais e melhor? Podia! Mas não deu, e nós gostámos à mesma! O projecto Orelha Negra cumpriu o que se esperava e deu aos mais resistentes uma óptima música de final de noite! Vimos ainda Colbie Caillat a entrar de viola em mãos e a encantar com o seu charme californiano, e James Morison a espalhar sorrisos com a sua voz rouca - fez as delícias de quem aprecia o estilo, aqui pelo Culturesco Zion Train conseguiu ser mais apelativo - mas é só a nossa opinião!


Sábado: queríamos ter visto Diabo na Cruz e não vimos. Temos muita pena, mas gostámos de os ouvir do lado de fora do recinto, enquanto esperávamos para entrar. Nesta noite destacamos as actuações de Marrokan (mais boas vibrações em português!) e de Supersonic - um final de noite diferente e bastante eléctrico! Mika encantou com um cenário que demorou 40 minutos a montar, e com um português quase irrepreensível para um descendente de libanesa e norte-americano, que viveu em Paris e em Londres. A surpresa desta noite foi mesmo Bajofondo - desconhecíamos totalmente e gostámos muito! Num estilo muito difícil de definir, mas que podemos incluir num tango electrónico - surpreendente mistura e fantástico resultado!


Domingo: houve um momento crítico na Herdade da Casa Branca neste dia. Foi a coincidência de Tiago Bettencourt (com os Mantha), de um tal de Mike Patton's Mondo Cane e de B!rd nos três palcos. Não percebemos o que B!rd faziam ali - num palco dedicado à música reggae, e nem os próprios pareciam perceber. Mike Patton's Mondo Cane - não é só difícil de pronunciar, é também difícil de ver e ouvir num festival de gente jovem, com chinelo no pé, sal na cara e no resto do corpo, salsichas ou atum no estômago e pouca vontade de ver orquestra numa língua estranha, não concordam? Aqui o que salvou foi a voz dos idos Toranja, que puxou pelo público de uma forma muito competente, e que conseguiu afastar-se de uma abordagem mais depressiva que o vem caracterizando. Mas nem tudo foram músicas tristes, com pouco ritmo ou de que simplesmente não gostássemos. Passaram pelo palco principal uns fantásticos Air que nos tiraram o fôlego com a simplicidade do seu pop alternativo - gostámos muito! Tivemos pena de não ter visto Carminho. Beirut foi já considerado por muitos o melhor momento do Sudoeste deste ano, e a julgar pela assistência impenetrável, nós compreendemos. David Guetta desfilou os êxitos e ficava o resto da noite: por vontade dele e do público - foi um dj set muito bom, longe daquilo que se podia esperar, num registo demasiado pop e com pouca qualidade de dj - nada disso! Pelo palco Postive Vibes, The Wailers - a banda que tocava com o Sr. Marley - deu um concerto digno de registo em que os maiores êxitos do maior expoente reggae desfilaram solenemente! The Steel Pulse foi para muitos o culminar de um festival recheado de bons nomes no segmento reggae e Pow Pow Movement durou até às 5 da manhã (era suposto ser só até às 4...) com algumas jovens em cima do palco, o final foi um momento difícil.


Mas há mais! Houve o Band Bonding - que foram basicamente momentos em que o público interagiu de forma organizada com tal artista, foram os telemóveis ao alto no David Guetta, os corações dourados no concerto de Mika, e outros tantos momentos dignos de registo! Houve também o Singalong Alentejano numa das iniciativas mais divertidas, originais e simples de que a organização se podia ter lembrado! A iniciativa Ecofriends, que consistia em levarmos lixo até um determinado contentor e recebermos prémios por isso: uma óptima iniciativa para despertar para a necessidade de limpeza e preservação do ambiente natural em que estávamos inseridos. Outra iniciativa fantástica foi o Megaphonecall - passava um aviso nos ecrãs, um número gratuito para TMN's e durante 15 segundos, a pessoa mais rápida a telefonar falava para o público que povoava o palco principal. Foram momentos muito interessantes de se ver!


Existiram momentos de tensão nos autocarros e filas de espera que ultrapassaram as duas horas. Existiu um péssimo serviço de projecção no palco principal em que numa tela gigantesca (de publicidade à TMN) apenas um pequeno canto era dedicado ao efeito de passar as imagens do concerto, mas calma - essas imagens tinham um desfasamento acentuado em relação ao som, e foram sempre pautadas por vários problemas técnicos - ao longo de todos os dias de festival. Algo verdadeiramente lamentável! Existiu também uma animação constante de balões que animou os céus da Herdade da Casa Branca com luzes de cores diferentes e efeitos díspares - bonito de se ver!


Se na iniciativa Ecofriends apelavam à participação e consciencialização do público para a limpeza e preservação da Herdade, a falta de caixotes do lixo no campismo foi lamentável. Não deixa de ser curioso que o público tenha de ser movido por um prémio para deitar o lixo no depósito. Enfim, esta iniciativa também nos faz lembrar do incidente que ocorreu com o recinto do Festival Delta Tejo, no Alto da Ajuda, em que alegadamente terá ficado algum lixo do festival depois de toda a estrutura ter sido removida. São aspectos a pensar!


Se alguns dos elementos Culturesco já tinham ido ao Festival mais a Sudoeste de Portugal, outros havia que nunca tinham tido tal experiência, e já percebemos porque é que este se mantém há 14 edições. Talvez voltemos para o ano!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sudoeste TMN e Super Bock Surf Fest - Apostas Culturesco

Estão aí a chegar mais dois grandes festivais e com eles o Culturesco em acção também!
Vamos passar pela Zambujeira do Mar com partida já amanhã e directamente de lá, rumamos para Sagres. Assim, só hão de ouvir notícias nossas daqui a uns tempos, mas prometemos contar-vos tudo!Agora vamos àqueles momentos por que já ansiamos dos dois festivais. Quanto ao Sudoeste TMN, destacamos as actuações de 2manydjs, de Groove Armada, de M.I.A, de Tarrus Riley, Israel Vibration, Expensive Soul, Diabo na Cruz e The Wailers como aquelas que não queremos mesmo perder!
Já no Super Bock Surf Fest aguardamos por grandes momentos com Alborosie, Anthony B, Freddy Locks e SOJA, num cartaz que, na nossa modesta opinião mostra algum desequilíbrio. Mas vamos lá analisar a situação e depois dizemo-vos tudo, sim?
Até lá, boas férias e muita Cultura para todos! Se quiserem partilhar experiências artistico-culturais, o mail está à vossa disposição!

domingo, 1 de agosto de 2010

«A Nossa Cidade» - Teatro Experimental de Cascais (01/08/2010: sessão da tarde)

O texto é de um americano, de nome Thornton Wilder, que descreve exactamente isso: a vida numa cidade. Mas não é uma cidade qualquer. É a «Nossa Cidade», e quem a habitou hoje à tarde, revelou-se um cidadão exímio!
Para quem não está a perceber, nós explicamos: «A Nossa Cidade» é a peça final dos alunos finalistas da Escola Profissional de Teatro de Cascais. Eles estão no último ano, e por isso, para trás ficaram três intensos anos de trabalho, de técnica, de lágrimas, suor e sorrisos em palco, porque é isso mesmo que eles são: verdadeiros actores.
Desculpem a dificuldade na expressão escrita do dia de hoje. Talvez devesse esperar até me recompor. Ou então não, assim, com as emoções em franja é que faz sentido falar, neste caso escrever. Mas escrever exactamente o quê? Numa situação normal, seriam aconselhados a ir assistir, mas isso não serve de muito porque termina hoje. À noite há mais uma sessão, mas essa, como as dos últimos dias também está esgotada. E isso é bom, porque é sinal que o esforço, dedicação, trabalho e talento daqueles alunos-actores é recompensado.

Mas passemos à peça, à história, ao cenário... Podemos começar pelo fim e dizer que de cenário, só mesmo umas tantas cadeiras que, sem percebermos bem ao início constroem todo o cenário necessário. Depois à peça: organizada em três actos: o primeiro uma apresentação das personagens, o segundo o "foram felizes", e o terceiro acto: "morreram". Porque afinal é assim a vida numa cidade, e esta, nisso não é excepção: há amores, há vidas e há mortes. Quanto à história é-nos contada por um Director de Cena exímio no descrever do cenário, na relação com os outros cidadãos (nós: o público) e que de padre ou de dono de café tem tudo! Depois existem as famílias que fazem a sua vida normal, há um coro de igreja, há uma mulher bêbeda, um médico, um distribuidor de jornais, uns filhos e filhas, umas donas de casa... enfim, há naquele palco uma verdadeira cidade!

Para nós o que fica é mais do que a cidade que nos é descrita, é mais do que as cadeiras, as falas e diálogos, as saias das mulheres e os coletes dos homens. É mais do que duas turmas de jovens, é mais do que um grupo de estudantes. Para nós o que fica é o futuro. O futuro do Teatro, e esse, é bom de ver - está completamente assegurado! O encenador é Carlos Avilez - director da Escola que acolhe aqueles jovens, director do Teatro que lhes oferece por este meio mês o palco, é um amigo que lhes fica, nem que seja pela sabedoria que lhes transmitiu, Carlos Avilez é, afinal, «o melhor encenador de Portugal» como dizia uma aluna sua, orgulhosa por o ter como professor e mentor.

Enfim, podíamos estar para aqui com mil palavras que seria difícil chegar a qualquer coisa semelhante àquela a que assistimos. O ano passado saímos do Parque Palmela rendidos com aqueles futuros actores (uns já em novelas, séries e palcos - tal é o talento e qualidades que já tinham), e hoje isso tornou a acontecer, e é reconfortante ver que o futuro está cheio de talento e que para o ano quando formos ver a prestação final daqueles que iniciam em Setembro o último ano de curso este sentimento nos vai voltar a invadir.

Naturalmente, os Parabéns a todos os agora actores! O futuro é mesmo vosso!

sábado, 31 de julho de 2010

O Pecado! - Teatro Gil Vicente (Cascais)


O autor da peça nasceu como António Martinho do Rosário, mas escolheu o pseudónimo de Bernardo Santareno para assinar as suas obras teatrais. O título original da peça é «O Pecado de João Agonia» e data de 1961. Entre muitas outras coisas, este médico de formação foi e é, ainda hoje um marco das letras teatrais portuguesas, e por isso, o coordenador (e encenador) Vítor de Freitas, escolheu este autor e este texto para desenvolver a arte da máscara nos Workshops de Verão organizadas pela Câmara de Cascais e pela Geração C, dirigido ao público jovem dando-lhes, assim, a possibilidade de ocuparem de forma útil parte das férias lectivas.

Para uns foi o primeiro contacto com as tábuas, o texto decorado, o público. Para outros não, é o culminar da espera pelo Verão, é a partilha de momentos felizes e é o viver de um sonho nem que seja por quinze ou vinte dias. Porque é disso que se trata: de quinze ou vinte dias a estudar um texto, a perceber um autor, a vasculhar uma época, culminando com uma prestação ao público. O público esse, antes de entrar já está rendido: sabe ao que vai e ou é família, amigo ou conhecido de algum dos jovens teatreiros que pelo palco há-de passar. E se na plateia uns estão nervosos, nem se imagina nos bastidores.

Mas é tempo de começar e em pouco mais de uma hora desfilam costumes de outra época, mas que podiam ser vividos ainda hoje. A história é de um jovem (o tal João Agonia) que vem de Lisboa para a aldeia, e sem saber como, vê o seu segredo descoberto, e ao que parece julgado. Toda a aldeia descobre e sob o pretexto de uma caçada aos lobos, João não vive mais em pecado ou de outra forma qualquer.

E assim, passam pelo palco vários jovens que vivem aquele momento de forma intensa, única e especial. E isso é muito bom! Que o texto não saia como era suposto, que o público não perceba uma ou outra palavra, que os nervos atrapalhem todo o corpo nas primeiras falas - isso não interessa, porque ali se vive o sonho de Verão de muitos jovens - pena que maior parte desses "muitos" não o possa desenvolver, mas aquele grupo pôde e fê-lo muito bem! Se vão seguir Teatro ou outra coisa qualquer, isso não interessa, porque nestas duas noites, o mundo é deles, nem que seja por breves minutos.

E é esse o aspecto mais relevante: mais do que uma peça de teatro, para aqueles "actores", este workshop foi uma descoberta, uma experiência, algo que lhes há-de ficar para sempre na memória. A eles e a nós!

O Culturesco dá os Parabéns a todo o grupo de jovens-actores, ao coordenador e a todos os que ajudam a realizar o sonho daqueles jovens, para o ano há mais!

Mayra Andrade - Casino Estoril (29/07/2010)


Foi na passada quinta-feira, dia 29 de Julho, que rumámos até ao D Lounge do Casino Estoril para ver a mais recente voz cabo-verdiana reconhecida internacionalmente. Já colaborou com vários artistas como Mariza, Cesária Évora ou Chico Buarque, e na última quinta-feira, encantou um Casino repleto de fãs e curiosos.

Do concerto podemos dizer que houve óptima interacção entre Mayra e o público, que por ali passaram os seus grandes êxitos e que, com uma banda exemplar, o tempo passou a correr. Mas nem tudo foram rosas nesta noite. O som estava baixo de mais o que fez com que, nos intervalos entre as músicas o público mais longe do palco tivesse dificuldade em perceber o que dizia Mayra, a logística não foi a melhor, obrigando a maior parte de público a assistir longe e a acotovelar-se para poder ter um vislumbre do que pelo palco se passava. Aspectos que deveriam ser levados em conta na organização das próximas quintas-feiras com Jazzanova ft. Paul Randolph + Jazzanova DJ Set (5 de Agosto), Muxima (12 de Agosto), Tiago Bettencourt & Mantha (19 de Agosto), Deolinda (26 de Agosto), Nouvelle Vague meets Rui Pregal da Cunha (2 de Setembro) e Rui Veloso (9 de Setembro), sempre a custo zero, é de aproveitar!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Culturesco no Facebook

Pois é, até agora tínhamos apenas um grupo e desde hoje temos conta, com fotografias do Sumol Summer Fest e algumas informações disponíveis para quem se quiser juntar a nós nas vivências artístico-culturais que este país nos reserva!


Brevemente iremos fazer o upload de fotografias do Delta Tejo, do Optimus Alive e do Super Bock Super Rock. Procura por nós!

Optimus Alive! 2010 - crítica Cultresco

Tarda (muito) mas não falha. E chegou o momento de relembrar o evento que foi considerado, "o festival com melhor cartaz de 2010". Quanto a isso, nada a dizer a não ser que concordamos com esse epíteto e que o único senão era o facto de coincidirem vários artistas / grupos interessantes e que tínhamos grande curiosidade em assistir, mas que, por ser em palcos diferentes com horários coincidentes, se tornava difícil. De seguida podes ver a nossa opinião, e reforçamos: a nossa - e só nossa - opinião.

Tempo agora para olharmos para o primeiro dia:
- O melhor: Florence and The Machine e La Roux - pela energia e pela proximidade estabelecida desde logo com o público, que se mostrou rendido às mais recentes descobertas pop.
- A desilusão: Kasabian - deixaram os nossos correspondentes com um sentimento de desilusão pela falta de comunicação com o público.
- A surpresa: Calvin Harris - não era algo que nos chamasse a atenção, mas a surpresa foi agradável!

Já quanto ao segundo dia:
- O melhor: Skunk Anansie, Gossip, Bloody Beetroods - as expectativas eram altas e confirmaram-se!
- A desilusão: Steve Aoki - começou por cativar, mas ao final o cansaço estava a denunciar algumas baixas na audiência.
- A surpresa: New Young Pony Club - para quem conhecia o registo áudio apenas, a surpresa foi grande, pela interacção com o público e boa disposição que demonstraram!

No terceiro e último dia:
- O melhor: Pearl Jam - cabeças de cartaz de todo o evento, conseguiram esgotar o dia da sua actuação e confirmaram que Portugal é também a sua casa, pelo menos se tivermos em conta a fraca audiência conseguida pelos outros palcos durante a sua actuação.
- A desilusão: Gogo Bordello - pouca interacção com o público e actuação pouco animada.
- A surpresa: neste dia a verdadeira surpresa foi estar praticamente toda a audiência rendida aos Pearl Jam. Já o esperávamos, mas a noite foi, sem dúvida, da banda de Seattle.

Quanto à organização, um dos aspectos menos conseguidos (e mais referido) foi o das entradas no recinto - demasiada confusão para tanta segurança que queriam impor, o ambiente foi tenso na entrada do recinto, principalmente no primeiro dia com a troca de bilhete por pulseiras. Quanto aos espaços estavam bem conseguidos e não se verificaram grandes erros. A fasquia está alta - é continuar o bom trabalho para o próximo ano ser ainda melhor!

domingo, 25 de julho de 2010

Soulbizness - 23 de Julho, Musicbox (Lisboa)


Eles são o Rodrigo Gomes e o Filipe Campos. Foram vizinhos, e em 2007 ganharam o TMN Garage Sessions. Conhecíamos a sua música do MySpace e gostávamos. Soubemos que iam actuar no espaço Musicbox no Cais do Sodré por 8 euros e decidimos ir. O que trouxemos de lá? Um bom momento! O Musicbox não contou com muita gente, mas isso não os impediu de fazer a festa, com direito a encore em roupão qual estrela musical, Rodrigo e companhia voltou e apelou à participação do público. Cantaram outra vez o Turn to Rainbows (do último EP «2nd Shake») e pediram para ficarmos com essa música no ouvido, e nós ficámos!
Num estilo que se classifica entre as raízes soul e funk chegando a um pop eléctrico com guitarra e muito boa onda, os Soulbizness contam por estas bandas já com alguns fans! Nós tínhamos gostámos muito do concerto que deram no Rock in Rio 2010 no Palco Sunset com a Zoey Jones e gostámos também da passada noite de sexta-feira. Antes do concerto e enquanto fazíamos tempo para nos dirigirmos até ao espaço que iria acolher os ex-vizinhos e a sua banda cruzámo-nos com o Rodrigo (a voz dos Soulbizness) nas refeições ali do lado.
Enfim, o EP sai esta segunda para uma Fnac perto de ti. Nós ficámos fans e não vamos deixar escapar para ter o registo em cd da banda lisboeta. O EP é 5€, e traz este Turn to Rainbows e o Room 108. Ficam os vídeos, aproveitem! É boa música portuguesa!

Super Bock Super Rock - crítica Culturesco

Vamos simplificar, pode ser? Então pronto: SBSR - é como é tratado na gíria da comunicação social por ser um nome com mais de três palavras - e a partir daí difícil de dizer com ritmo e, naturalmente difícil de o escrever, pela exigência fonética que representa, e num texto que tem esse nome por base, e apesar das regras literárias recomendarem a pouca ou nenhuma repetição, essa é inevitável. Esclarecimentos à parte, e porque aqui pelo Culturesco somos peritos em criticar, vamos, nas linhas seguintes dizer o que de melhor e de menos agradável aconteceu no dito SBSR, ok? E como não queremos maçar-vos muito, vamos ser sucintos... uns tópicos nunca fizeram mal a ninguém e agora vamos experimentar como ficam por aqui... aí vamos nós!

Ora...
Organização:
- boa - se pensarmos na revista policial apertada (e talvez exagerada - no primeiro dia de campismo (quinta-feira) havia cães a revistar mochilas e pessoas...);
- má - se pensarmos na má gestão dos autocarros (deviam existir mais, e devia haver algum cuidado - o senhor motorista que fazia o transfer entre a estação CP de Coina para o recinto, no final da noite apresentava largos sinais de embriaguez... ou só nós é que vimos?), e ainda negativa se pensarmos nas largas filas para entrar no recinto todos os dias - se optam por um nível se segurança tão apertado, porque não fazer entradas de recintos maiores, com opção para duas ou três filas em simultâneo? (já no Delta Tejo aconteceu o mesmo...)

Segurança:
- e porque foi acabada de falar: boa no recinto; má no campismo - aqui pelo Culturesco alguém ficou sem um fato de banho e sem uma toalha de praia, chamemos-lhe "roubo de estendal" - desnecessário para quem se quer divertir, não?

Comida:
- cara! (dentro e fora do recinto).

Vila:
- de seu nome Alfarim, receberam-nos muito bem - como se nos conhecessem, até! A vontade de voltar sem o rebuliço do festival ficou... veremos o que o verão nos reserva...

Transportes:
- já falámos do senhor do transfer CP Card (embriaguez) e a isso podíamos acrescentar a falta de segurança do próprio transporte...
- no que ao transporte recinto-praia e praia-recinto diz respeito, para um trajecto bastante longo (20 a 30 minutos) em que ir a pé não é uma solução muito viável (apesar dos que se aventuraram) a existência de apenas de 2 autocarros neste serviço foi uma falha grave, obrigou a grandes filas de espera e ânimos exaltados em várias situações e ainda a pessoas a viajar de pé num transporte que se quer seguro... a intenção era a melhor, mas não é muito aconselhável, certo?

Campismo:
- na sexta-feira o recinto dedicado ao campismo teve de ser alargado, e acabámos, mesmo assim, uns em cima dos outros. Faltavam contentores de lixo, iluminação e mais chuveiros e casas de banho (podiam existir também na outra ponta do recinto, ou só à entrada é que é viável?).

Recinto:
- em todos os jornais, revistas e televisões o pó foi senhor e rei, e também aqui - para quem passou quatro dias por aquelas bandas, algum ar citadino, e por isso sem poeiras, era extremamente necessário!
- em termos de infra-estruturas, de espaço e de animações, em comparação com o Delta Tejo e com o Sumol Summer Fest (da mesma organização que o SBSR) foi, a nosso ver, o melhor até agora!

Concertos:
- a razão principal de um festival é, parecendo que não, a música e neste festival em particular as surpresas foram muitas... Prince confirmou as expectativas apesar de esperarmos uma música com Ana Moura e não Prince, Ana Moura (com Prince na guitarra), e Prince outra vez - nem conversaram quase... mas foi, de facto, um momento histórico de que muito se devem orgulhar organização, patrocinadores e artistas envolvidos. Os 32 mil que assistiram pareciam rendidos ao artista. Pena John Butler Trio coincidir ainda que por pouco tempo com o cabeça de cartaz do festival (que não foi o último da noite...) o que não impediu que aquele fosse o momento em que o palco secundário (Palco EDP) tivesse registado talvez a maior audiência...
- mas houve mais do que Prince, Ana Moura e John Butler Trio. No primeiro dia houve Cut Copy: totalmente desconhecidos para nós, que ficámos agradavelmente surpreendidos; Pet Shop Boys: novos de mais para a idade que carregam, e com ela tantos êxitos, a cada música descobrimos que estávamos a ouvir a música do tempo em que éramos crianças: um dos melhores concertos para nós! Keane: para uns algo que não chamou muita atenção, para outros um grande momento do festival, aqui pelo Culturesco, concordamos mais com a primeira opinião... Cut Copy e Pet Shop Boys foram, a nosso ver os reis da noite!
- segundo dia: Hot Chip: muito bom! Leftfield: o melhor da noite. Vampire Weekend: a cena indie no seu melhor. Tiago Bettencourt & Mantha: nós gostamos, mas achámos que naquele festival, tocaram no palco errado... Já no Palco EDP Miss Redshoes encantou!
- terceiro dia: Palco EDP: Sharon Jones: mas o que é isto? Uma cinquentona que encantou o Meco e arredores... um óptimo aperitivo para uma grande noite, cantou com os The Dap Kings - banda que actua com Miss Winehouse e juntos mostraram a soul music no seu melhor. Sharon Jones come back! John Butler Trio: o momento alto do festival para muitos que para além dos êxitos radiofónicos de Prince era a única banda que conheciam. Pelo palco principal, Palma's Gang: lamentável o álcool que pelo sangue do senhor Palma circulava - prejudicou um bocadinho ou não? A ocasião merecia um bocadinho de esforço, dizemos nós! Empire Of The Sun: para muitos a melhor maneira de encerrar o festival, depois dos amantes de Prince darem lugar a uma audiência mais jovem e mais entendida destas novas andanças de música "mascarada". Um bom momento musical, pena só ter estado presente metade da banda, mas quase ninguém se apercebeu...

Em Suma...
Foi um grande festival! O local não podia ser melhor! A organização essa, pode sempre ser melhor, e a nossa principal queixa é relativamente aos autocarros. Se o ano passado - depois daquela experiência "metade Porto e metade Lisboa sem os Depeche Mode à última da hora substituídos pelos GNR", o festival não parecia de boa saúde, nesta 16ª edição isso foi esquecido. Para o ano deviam voltar ao mesmo sítio - resultou bem! Só não digam no spot publicitário «Meco, Sol e Rock n' Roll» porque de Meco só mesmo o local - porque a praia era longe e de difícil acesso, e de Rock N' Roll, só uma guitarrada ou outra... por nós podem dizer «pó, sol e boa música» que é mais real, verdadeiro e bom à mesma, sim?

As fotos da praxe... em muito menor quantidade estarão no Facebook um dia destes, quem sabe...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Super Bock Super Rock - Apostas Culturesco


À semelhança do que fizemos para o Sumol Summer Fest e para o Delta Tejo, ente outros, também para o Supr Bock Super Rock, vos apresentamos aqui as nossas apostas daqueles que serão, com certeza, grandes concertos.

E para este festival, esperamos, naturalmente a presença de Prince com grande expectativa. Mas em segundo lugar aparece nas nossas expectativas de grandes concertos Jonh Butler Trio e Empire Of The Sun.

Vamos na expectativa de conhecer novas bandas e trazer novos nomes de grupos que nos façam olhar para a música que se faz hoje em dia com esperança de que esteja com boa saúde, depois contamo-vos tudo!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Optimus Alive ... e outras opções!

É sabido que o Passeio Marítimo de Algés vai ser entre hoje, amanhã e sábado, o centro do mundo para muitas pessoas (equipa Culturesco incluída), mas nem só de Alive se vão viver esses dias, e como o Culturesco quer também divulgar novos projectos e acontecimentos menos conhecidos, sugerimos para hoje, quinta-feira a peça de teatro «Peça Para Dois» - uma peça que junta em cena Rita Lello (também assina a encenação) e Pedro Giestas - o eterno alentejano mais talentoso dos palcos portugueses. A peça estreou em Janeiro de 2009, e desde então já passou por vários palcos, e nesta semana volta ao primeiro por onde passou: o teatro A Barraca, em Santos, num exercício que mostra nos dias 7, 9 e 11 de Julho a encenação já apresentada, e nos dias 6, 8, e 10 uma nova encenação (também de Rita Lello), mas desta feita numa outra perspectiva: sem cenário. O Culturesco hoje vai passar por lá, porque parece que às quintas o bilhete é 6€... depois conta-vos tudo!

Para sexta, temos o reggae dos Marley em Cascais, desta feita com Julian Marley, no evento que dá pelo nome de Cascais Summer Sessions, e que de certeza vai levar ao Parque Marechal Carmona grandes fans da música das boas energias! Por lá, vai passar alguém do Culturesco, e também os Quaiss Kitir - banda que conhecemos, recentemente, no Sumol Summer Fest, Ericeira.

Para sábado, sugerimos uma visita ao MusicBox, em Lisboa (Cais do Sodré), para a apresentação do novo álbum da banda de Loures JahVai. Apesar de algumas mudanças na banda, esta vai resistindo, com novos fôlegos e sempre boa música. Duram já há uns 8 anos, e desde há alguns que aqui pelo Culturesco têm uns fans. Talvez passemos por lá também.

E vocês, façam o mesmo: (hoje) Alive ou «Peça Para Dois»; (amanhã) Alive ou «Cascais Summer Sessions»; (e sábado) Alive ou «JahVai». Ficar por casa ou dar os dias por menos importantes e sem Cultura e Arte é que não!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Delta Tejo - crítica Culturesco

Vem atrasada, ok, mesmo muito atrasada, mas vem. Nas linhas que se seguem vamos relembrar o que vivemos no Festival Delta Tejo deste ano. O bom e o mau. Sem fotografias, que essas serão colocadas no espaço do Culturesco no Facebook.
O primeiro dia do Festival trouxe até nós como cabeça de cartaz Shaggy. Mas trouxe-nos mais que isso: trouxe-nos Natiruts a abrir o palco principal. Quanto a esta actuação não podemos dizer nada, porque vimos metade da última música e a despedida da banda do palco. Se chegámos atrasados ao recinto? Não! Estivemos cerca de uma hora na entrada, entre troca de bilhete por pulseira, revista policial, entrada, subir até poder entrar realmente no recinto foi-se o concerto dos Natiruts. Neste ponto a nossa opinião quanto a organização era demasiado negativa. Mas enfim, a noite ainda era uma criança e passaram pelo palco principal Carlinhos Brown que nos surpreendeu pela positiva contagiando praticamente todo o público. Tempo para subirem ao palco as batidas do kuduro dos Buraka Som Sitema - e neste ponto as opiniões divergem: uns criticam os demasiados palavrões e o tom "agressivo" que fez deste concerto para alguns, o pior da primeira noite; mas as opiniões são, como dissemos, diferentes e houve quem referisse este concerto como o momento alto do Festival. Depois do kuduro dos Buraka, chegaram ao palco os ritmos quentes na voz de Shaggy, e aqui novamente divisão de opiniões: uns acharam-no um concerto demasiado apegado a sucessos, e com pouco risco. Outros acharam-no o melhor concerto, por isso mesmo: recheado de sucessos de Shaggy e não só.
Mas, e ao contrário do que esperávamos, não existiam mais 2 palcos, existia um palco que a meio da noite mudava de nome, mas apenas no papel, e neste palco destacamos Expensive Soul que mataram saudades de actuar visto terem estado afastados algum tempo e só agora estarem a regressar com a apresentação de novo álbum. E tivemos pena de ser em simultâneo com o concerto de Shaggy, o que nos obrigou a ver apenas metade de cada concerto. Encerrado o palco principal, o público mais resistente rumou ao palco secundário e aproveitou para celebrar com os Nu Soul Family, projecto que alguns desconheciam, mas que parece ter agradado aos presentes.

Segundo dia de festival: menos confusão e mais organização à entrada: ainda bem! Deste dia destacamos a actuação de Ana Carolina que fez as delícias do público maioritariamente brasileiro. A iniciar o palco principal esteve Susana Félix que com algum público já animava o Alto da Ajuda, seguiu-se o fado de Ana Moura, que soube muito bem cativar os presentes, tempo para a chagada de Ana Carolina que cantou e encantou num ambiente entre o nostálgico, o sentimental e o "quase-depressivo" que fez os presentes e fãs assumidos cantar a plenos pulmões. Para os que não estavam nessa disposição, Mary B já desempenhava o seu set de dj na perfeição, com fraca audiência, mas com animação. Uma óptima forma de escapar aos sentimentos esvoaçantes que se encontravam no palco principal. Tempo para ver a cabeça de cartaz que chamava menos gente do que a sua antecessora: Nneka. Uma música repleta de boas energias, ideal para terminar a noite dedicada às mulheres: quer em cima do palco, quer na plateia. Existe, no entanto, uma crítica a fazer: o Delta Tejo é o primeiro festival a acontecer (em termos de calendarização) que integra o MusiCard CP (passe de acesso a 4 festivais com campismo e transporte nos comboios CP assegurado), e é neste último aspecto que existe uma crítica. No Super Bock Super Rock, no Sudoeste TMN e no Super Bock Surf Fest existe um autocarro que faz o transporte da estação CP para o recinto que é gratuito para os CP Cards, e no Delta Tejo, da estação CP para o recinto, a única hipótese era de autocarro Carris em que a viagem tinha o preço único de €1,45 (porque tinha acabado de se verificar o aumento dos preços). E como se não bastasse esse facto, e apesar de os comboios CP terem uma parceria com o Festival e com a Organização, não se verificaram comboios extraordinários, o que nos obrigou a, uma vez que tínhamos de nos deslocar de transportes públicos a ter uma despesa nas viagens de autocarros Carris que não estava prevista e a termos de abandonar o recinto ainda com o último artista em palco, para podermos ir no último comboio, neste caso da linha de Cascais. Fica referenciado o aspecto negativo.

Quanto ao terceiro dia nada há a dizer, porque gostamos de dizer apenas com conhecimento de causa, e o que aconteceu foi que a equipa Culturesco não encontrou motivos para ir ao último dia do festival, que ao que sabemos, oficialmente, foi o mais concorrido.
De uma forma geral julgámos este Festival pensado para o público brasileiro que acorreu à chamada e marcou uma presença demasiado sentida. Bom para o público brasileiro, mas o que achamos é que este festival tem sido, nas suas edições anteriores um festival diversificado e pensado para chegar a várias nações, e neste o que sentimos é que a nação brasileira foi a "nação" do festival, o que não nos impede de pensar neste como um festival importante no panorama actual, até porque se afasta dos grandes nomes anglo-saxónicos e nos traz outros grandes artistas de países que em termos musicais, e à semelhança de Portugal, ainda têm um longo caminho a percorrer para se afirmar, mas que produzem, naturalmente, música de grande qualidade.

domingo, 4 de julho de 2010

Só com Guest!

Imaginem que os exames da 1ª e 2ª fase já acabaram e a única coisa que o pessoal quer fazer é divertir-se, o álcool já não é uma proibição porque domingo de manhã já não temos de nos levantar cedo para estudar as mil e uma páginas de matéria, que a nosso ver se resumiam bem em 30...

Pois bem o Bairro Alto é local eleito para iniciar a pré-party: as girls vestidas a rigor e de preferência com pouca roupa (porque está calor) e os boys de sempre para acompanhar as donzelas. Há a habitual ronda por aqueles bares onde se costuma beber e até tempo para pôr a conversa em dia e falar de tudo menos da Faculdade... O tempo é passado com a companhia de uma Imperial ou uma Tango para a garganta não ficar seca de tanto dar à língua.

São quase 4h da manha e para onde vai o pessoal? Vamos tentar a Kapital... Toca a mexer as pernas e apanhar um "arzinho" fresco para iludir a embriaguez. Depois de muito andar e fazer umas amizades pelo meio do caminho chegamos ao nosso destino com um sorriso de alívio e... BARRADOS. A resposta é a mesma desculpa de sempre: só com Guest List, mas como somos persistentes e a vontade de curtir a noite é muita 'bora lá ao Urban Beach que já ouvi falar bem daquilo e... BARRADOS a guest volta a ser a nossa inimiga.

E que tal os espaços nocturnos compreenderem a situação do pessoal que gosta de entrar mais tarde e não impedirem a entrada numa discoteca às 4h da manhã, sabemos de fonte segura que houve pessoas que entraram sem a "amiga" guest. O que acontece a quem não está numa de ouvir transe, ao final da noite, no Kremlin e quer outra opção para acabar em grande a noite? Afinal somos ou não somos o país da Europa onde a noite acaba mais tarde? E que tal não fazerem cara feia à porta e deixarem-nos curtir... Aqui alguns elementos do Culturesco acham que certas condutas deviam mudar para benefício da diversão nocturna, quem gosta de entrar mais tarde também tem direito à diversão e não apenas alguns que chegam à mesma hora e têm a conversa amigável com o segurança e entram...

Mas felizmente esta história tem um final feliz... Não nos demos como vencidos e a sorte não nos virou as costas à terceira. Acabámos a noite no Dock's, com o bónus de Girl's Night ao sábado e terminámos uma noite, um tanto ou quanto atribulada, com o épico do Verão de 2009... I gotta feeling that tonight it's gonna be a good night!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Outras Sugestões Culturesco

E a principal sugestão é, naturalmente, o Festival Delta Tejo, mas se não forem esses os vossos planos, nós temos outras sugestões...

Hoje podem ficar por casa e assistir no canal público à estreia em televisão do grande filme português «Amor de Perdição» com actrizes fantásticas como Catarina Wallenstein, Ana Padrão e Ana Moreira, e o papel principal muito bem atribuído a Tomás Alves - é bom cinema português, e é bom passar no canal público!

Se preferirem música no estilo reggae, têm o Festival MUSA - em Carcavelos, a estrela do cartaz deste ano é Capleton e vai andar por lá alguém do Culturesco... depois contamo-vos tudo!

Sábado e ainda no segmento reggae, têm na Moita o soundsystem holandês Herb-A-Lize It.

No Domingo têm os fins-de-tarde da capital, com o Out Jazz - uma sugestão recorrente pela boa ideia que é dar boa música aos jardins da capital de forma gratuita!

Perder estas ou outras mostras culturais é que não... Aproveitem!

Delta Tejo - Apostas Culturesco


E avizinha-se mais um grande Festival, desta feita no Alto da Ajuda, com vista para o Tejo e com ritmos quentes a percorrerem os três palcos. O conceito do Festival é trazer grandes nomes da música que não sejam, originários da cultura anglo-saxónica, cultura que continua a dominar este segmento cultural.
Assim, os nomes são vários desde a música brasileira, nigeriana, e claro, portuguesa! Temos Buraka Som Sistema, Nneka, Ana Carolina, Expensive Soul, Susana Félix, Ana Moura, Shaggy, Natiruts, e muito mais.

À semelhança do que já fizemos, aqui pelo Culturesco temos apostas:

- Ana Carolina: a brasileira consegue colher as preferências dos três elementos Culturesco que vão marcar presença no Delta Tejo (votos de ALC, MVF e XBP);
- Shaggy: à semelhança da brasileira Ana Carolina, este cantor jamaicano consegue também os três votos;
- Natiruts: conseguem dois votos, de quem espera um concerto recheado de boa energia (votos de ALC e MVF);
- Expensive Soul: e porque falta um voto... são os portugueses Expensive Soul que o conseguem arrecadar (voto de XBP).

Apesar destas apostas, meramente indicativas do gosto musical e da expectativa que a equipa Culturesco tem deste Festival, avizinham-se grandes performances, e bons momentos de música e cultura! E nós vamos estar lá... E depois contamo-vos tudo!